
Domus Iustitiae
óleo sobre tela
120 x 100 cm
2009

Neste não há muito para dizer... Um explorador anda em busca da atlântida perdida, contudo depara-se com a aparição de um polvo radioactivo. A luta vai ser "renhida"! Estes polvos são os guardas da cidade que se vê ao fundo, uma cidade habitada por extraterrestres, isso ele não sabe... Muito Julio Verne, é sim senhor!
“A República, a crise nacional, a crise mundial e o Homem peixe”
(ou “Futebol Aranha”)
Óleo sobre tela
100 X 100cm
2009
Obra seleccionada para a Exposição do 1º Prémio Jovem de Artes Plásticas, CAE, Figueira da Foz
Seguindo uma lógica tradicional de pintura, com heranças modernistas bastante vincadas, o trabalho recente resulta da experimentação típica desta forma de operar. Marcando um ponto de viragem em relação ao trabalho anterior, eis que nos surge mais vigoroso e actual. Afastando-se do carácter mais pessimista/ depressivo da fase inicial, esta série de obras apresenta características formais e conceptuais renovadas.
Ainda que sem filiação estilística assumida, mantém visíveis as influências do Romantismo e Simbolismo. Contudo, revelam-nos universos marcados por uma atitude mais expressiva. Animais, músicos, arlequins e muitas outras personagens povoam um mundo ficcional e anacrónico, colocando em comunhão actores de várias épocas, suspendendo uma relação lógica de espaço/tempo e dando lugar uma dimensão simbólica. Uma dimensão também vincada por uma visão satírica da sociedade, tangente a movimentos bem conhecidos como o Expressionismo alemão inicial, ou reinventando a tradição bem portuguesa da sátira ao jeito de Bordalo Pinheiro. O erotismo brejeiro da série de desenhos “cenas antes da queda”, ou a crítica social da pintura “A uns morrem as vacas, a outros parem os bois” são alguns exemplos de como este mundo caminha paralelo á realidade, espelhando-a e cruzando-se com ela. Aproveitar os momentos em que os mundos se cruzam e de alguma forma combater o caos permanentemente eminente, intervir na realidade, despi-la, melhora-la.
É o início de um processo de trabalho que tenta iludir a tragédia da morte e da noite quase sempre presentes, principalmente nas obras iniciais, agora “enganadas” com algumas peças que se contrapõem com o seu carácter cómico. Este drama dualista, a “comédia trágica”, é explorado com mais evidência nas obras recentes, tentando evitar uma derrota muitas vezes anunciada pela depressão nocturna. Desta forma, a obra é figurativa, narrativa, idearia, metafórica, subjectiva e forçosamente conceptual.